
Um mito sem limites
Se você assistiu Sem Limites também deve ter ficado impressionado com a estória do fracassado escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) que, ao tomar uma pílula quase mágica, transforma-se num mago do mercado financeiro, don juan infalível e exímio lutador, dentre outras coisas.
O filme - bacaninha, por sinal - apoia-se numa das mais difundidas falácias sobre o cérebro humano: a de que usamos apenas 10% do seu potencial.
Chega de se atrapalhar e leia "10% do cérebro = 100% falácia" na íntegra »
Uma das frases mais repetidas nos manuais de autoajuda é:
TUDO DÁ CERTO NO FINAL. SE NÃO DEU CERTO,
É PORQUE AINDA NÃO CHEGOU NO FINAL.
A sentença representa um conselho de valor inestimável e de enorme utilidade - desde que você seja imortal.
Chega de se atrapalhar e leia "tudo dá certo no final?" na íntegra »
A fórmula consagrada da autoajuda diz, basicamente, que o destino de todo mundo é ser um estrondoso sucesso folheado a ouro. Nenhum livro de autoajuda diz para você se contentar com o que tem, nem que você já alcançou mais do que merecia. Isto é bem óbvio, até.
Segundo estes manuais, a única coisa que você precisa para se dar bem na vida e ter tudo o que sempre sonhou é querer se dar bem na vida. Afinal, este foi o motivo pelo qual você comprou o livro em primeiro lugar, não foi?
Chega de se atrapalhar e leia "por que isso não dá certo?" na íntegra »
O autoatrapalha foi uma ideia que surgiu no meu outro blog, o Não Posso Evitar..., numa das minhas inúmeras críticas à autoajuda.
A autoajuda é uma doutrina que prega que o nosso destino está em nossas mãos, que o sucesso é uma questão de vontade, que a felicidade reside em você mesmo.
Não discuto nada disso, porque realmente acredito que somos os atores principais de nossas histórias individuais. Enquanto enredo, a autoajuda está perfeita. O problema, meus caros, está nos atores. Em mim e em você.
Chega de se atrapalhar e leia "o que é autoatrapalha?" na íntegra »