autoestima e realidade

Livros de autoajuda vendem aos milhões, ao passo que casos de sucesso* são bem menos frequentes. Este simples descasamento já representa, por si só, um indício de que há algo errado nesta história.

Por que você dá ouvidos a uma fórmula que, visivelmente, não funciona? Afinal de contas, se todos os seus amigos já leram esses livros – e ninguém mudou de vida por causa disso – por que você acha que logo com você será diferente?

Uma das explicações é que temos a tendência de nos avaliar sob uma lente mais positiva do que a realidade aconselharia. Nossa autoestima sugere que somos mais espertos, mais bonitos e mais habilidosos.

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autoajuda financeira

Sob os mais variados disfarces, diferentes veículos e distintas carapuças, sempre há uma armadilha de autoajuda pronta a pegar um desavisado. A mídia, por exemplo, está repleta delas.

Recentemente o caderno de Economia do UOL estampou um bom péssimo exemplo em suas páginas: Como juntar R$ 1 milhão com R$ 360,00 por mês.

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criatividade e autoajuda

Muitos autores já mostraram que uma dose de fracasso é um componente necessário à construção do sucesso – desde que você consiga aprender com seus erros, é claro.

Em Adapt, Tim Harford lembra que o erro é parte integrante do processo de tentativa e erro. Já em Mindset, Carol Dweck sugere que a forma como você lida com seus fracassos é fundamental para o crescimento pessoal e profissional.

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por que isso não dá certo?

A fórmula consagrada da autoajuda diz, basicamente, que o destino de todo mundo é ser um estrondoso sucesso folheado a ouro. Nenhum livro de autoajuda diz para você se contentar com o que tem, nem que você já alcançou mais do que merecia. Isto é bem óbvio, até.

Segundo estes manuais, a única coisa que você precisa para se dar bem na vida e ter tudo o que sempre sonhou é querer se dar bem na vida. Afinal, este foi o motivo pelo qual você comprou o livro em primeiro lugar, não foi?

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sonhos que ajudam e atrapalham

Mesmo os que não gostam de autoajuda concordam que nesta corrente de pensamento há, ao menos, uma saudável dose de otimismo. Tendo a concordar com isto, desde que o otimismo não se transforme numa histeria coletiva, em que todo mundo acha que vai realizar seus mais selvagens sonhos.

Sonhos podem ser poderosas ferramentas motivacionais, ao colocar um objetivo à nossa frente para nos dar ânimo para seguir adiante.

Seja um carro novo, um emprego melhor ou uma casa maior, ter uma meta significa quantificar seus desejos e determinar um norte para seus esforços. Mas seus sonhos precisam, ainda assim, ter uma boa dose de realidade.

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menor esforço, maior ilusão

Escrevi por aqui, em algum lugar, que a autoajuda baseia-se na Lei do Menor Esforço. Você jamais encontrará um título que diga que para ter sucesso no trabalho é preciso ser faixa preta em Estatística e Finanças, ou que para emagrecer deve alimentar-se como um náufrago e exercitar-se como um maratonista – nunca o contrário!

Em vez disto, os livros pregam que você será presidente da empresa assistindo Chaves e ficará fininho comendo como o Seu Barriga. Bom, se isto não for o suficiente para você desistir destas teorias, deixe-me tentar um pouco mais.

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desabafe!

Você já leu dezenas de livros de autoajuda e sua vida não mudou nem um tiquinho? Recebe frases de incentivos do seu blog preferido de autoajuda e continua almoçando no quilão mais barato? Conte aqui a sua história para que ela possa ajudar outras pessoas a sair desta ilusão.

Ou com você aconteceu o contrário e você acha que este blog é apenas fruto de um recalcado amargurado? Tanto melhor! Deixe aqui o seu depoimento para que ele também possa inspirar pessoas com a sua trajetória. Quem sabe eu não revejo um pouco os meus conceitos?

Qualquer que seja o seu caso, em meu nome e de meus leitores, agradeço antecipadamente a sua participação!

o que é autoatrapalha?

O autoatrapalha foi uma ideia que surgiu no meu outro blog, o Não Posso Evitar…, numa das minhas inúmeras críticas à autoajuda.

A autoajuda é uma doutrina que prega que o nosso destino está em nossas mãos, que o sucesso é uma questão de vontade, que a felicidade reside em você mesmo.

Não discuto nada disso, porque realmente acredito que somos os atores principais de nossas histórias individuais. Enquanto enredo, a autoajuda está perfeita. O problema, meus caros, está nos atores. Em mim e em você.

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sobre

Sempre considerei autoajuda uma boçalidade. Esta coisa de “acredite e você conseguirá” não pode enganar além do terceiro neurônio. E esta é a frase mais leve que você lerá aqui sobre o tema. Se isso lhe incomoda, então boa sorte na sua vida, porque este blog não é para você.

Para quem gosta de autoajuda, este blog poderá servir como um alerta. Um alerta para o fato de você estar desperdiçando tempo, dinheiro e energia em algo que não lhe dará nada em troca.

Para quem já não gosta de autoajuda, será a confirmação de antigas desconfianças – além de fonte para algumas ótimas risadas.

Mas acima de tudo, este é um blog sério. Eu não faço piadas com autoajuda – a menos que você comece.

E mesmo que o tom do blog pareça agressivo demais, ou sarcástico ou ácido demais, em cada texto você terá a chance de ver um outro ponto de vista, de enxergar uma situação de um ângulo diferente, de aprender algo novo – ao contrário dos livros de autoajuda, que repetem sempre a mesma ladainha.

Minha sugestão é que você faça o uso que quiser desta chance. Você pode achar que o que eu digo é a mais pura besteira. Que eu apenas tenho inveja de quem escreve autoajuda e vende livros aos milhões. Ou que, no fundo, as críticas que faço têm um fundo de razão. Ou não. Boa sorte!

o golfinho benevolente

golfinho bonzinho?
golfinho bonzinho?

Volta e meia aparece na mídia a comovente história do náufrago, salvo da morte por um golfinho que o ajudou a nadar até uma praia próxima. A narração do episódio, sempre enfeitada por emocionados depoimentos dos sobreviventes, reforça a crença de que o golfinho é um animal amigo e bonzinho.

Mas será que é mesmo? Será que não existem golfinhos maus, que afogam os náufragos só por diversão?

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