tudo dá certo no final?

Uma das frases mais repetidas nos manuais de autoajuda é:

TUDO DÁ CERTO NO FINAL. SE NÃO DEU CERTO,
É PORQUE AINDA NÃO CHEGOU NO FINAL.

A sentença representa um conselho de valor inestimável e de enorme utilidade – desde que você seja imortal.

Como acredito que não seja o seu caso, então convém que seus planos, por mais que sejam de longo prazo, tenham um prazo de validade, uma data limite, um ponto final.

Suponha que seu plano seja estudar medicina. No primeiro ano você não passa no dificílimo vestibular e decide, então, tentar mais uma vez. Leva bomba de novo. Não dá certo na terceira vez. Você lembra da frase e resolve partir para o quarto ano tentando. Outro fracasso. Mas, como diz a frase, se não deu certo é porque o final ainda não chegou.

Aí você passa a vida inteira fazendo vestibular de medicina. E nunca passa. Sua vida acaba, você morre sem se tornar médico. E então percebe que a frase não é verdadeira. Tarde demais, lamento. Você não pode voltar para reclamar. Passará a eternidade se lamentando.

Claro que é preciso insistir nos sonhos, persistir nos desejos. Muitas das coisas que buscamos são realmente difíceis e é provável que acumulemos alguns revéses durante a vida. Várias histórias de sucesso são pontuadas de fracassos – embora alguns insistam em escondê-los. Caminhos vitoriosos estão repletos de derrotas, deixadas para trás a custa de muita perseverança e força de vontade.

Mas em muitas dessas histórias o personagem central soube o momento de largar tudo e buscar outra coisa, mudar o rumo da sua vida, abandonar um sonho impossível para, assim, poder perseguir outro.

Não que o outro sonho seja mais fácil – mas ele talvez seja mais alcançável, mais adequado às suas habilidades, suas vocações, suas aptidões – que, obviamente, podem mudar com o tempo.

Mas quanto tempo? Quanto tempo você tem? Se você acha que tem a vida toda – só por causa desta frase tola – então provavelmente você se arrependerá tarde demais.

10 pensamentos em “tudo dá certo no final?”

  1. Muito bom o artigo do Sr. Rodolfo Araújo “ AutoAtrapalha: A autoajuda como você nunca viu”. No entanto, Já li mais de 30 livros de Autoajuda e mais de 50 livros de Administração ,dentre outras áreas ,que são best-sellers , tais como: “ OS 7 HÁBITOS DAS PESSOAS ALTAMENTES EFICAZES” e o “ MONGE E EXECUTIVO”. Sou leitor de auto ajuda e não costumo esquecer do curto prazo. Os autores destes livros geralmente demonstram histórias de superação e apenas dizem que você também pode. Estariam errados ? O ser humano tem uma capacidade ímpar de superação e, torna-se necessário, algumas vezes, lembrar-mos disto exatamente por ser dura a realidade. Quando busco auto ajuda, extraio o essencial de cada livro, até porque boa parte dos escritores são profissionais renomados na sua área ou trazem grandes ensinamentos de como a regra da vida funciona e procuro, em seguida, associar com estudos científicos. Quando compro um segundo livro de autoajuda não estou comprando, evidentemente, a mesma coisa, como disse o autor, pois informações adicionais se complementam . O problema é ficar somente na auto ajuda ( digamos a emoção) sem buscar a razão ( conhecimento formal).
    Para complementar, leio auto ajuda, não sou gênio, mas também, não sou burro,como infelizmente o autor deixou nas entrelinhas. Sou Engenheiro Civil ,Físico, gestor de Recursos Humanos, MBA em Gestão de Pessoas e Liderança , palestrante motivacional e farei um curso de Formação em Coach . Considero ainda que o fracasso é um evento, o qual, já me deparei muitos vezes, assim como o sucesso. Todos os dias aprendo em uma auto ajuda constante. Meu site é http://www.karlaopalestra.com.br e adoraria compartilharmos idéias de crescimento e desenvolvimento pessoal.
    Uma última coisa do livro “ Como fazer amigo e influenciar pessoas” de Dale Carnegie que afirma que : “ não critique, não condene, não se queixe”
    E-mail: superestilodevida@hotmail.com
    Com relação a frase no seu blog é preciso ver o contexto da afirmação
    TUDO DÁ CERTO NO FINAL. SE NÃO DEU CERTO,
    É PORQUE AINDA NÃO CHEGOU NO FINAL
    DESQUE QUE VOCÊ PERSISTA E PERSEVERE , TRAÇANDO SUAS METAS ADEQUADAMENTE, ATÉ QUE, TALVEZ, SEJA A HORA DE REDIRECIONAR METAS E OBJETIVOS.
    ( O FIM, TALVEZ SEJA ESSA MUDANÇA)

  2. Olá Karlo, admiro a sua humildade, mas acho que nossas opiniões são um pouco diferentes.
    Nunca fui muito a favor de palestras motivacionais. Acho o Godri um grande piadista que ganha dinheiro nas custas de pessoas desesperadas, que trabalham onde não gostariam de trabalhar.
    Seu “showzinho” totalmente ensaiado, não tem um pingo de pesquisa científica, e também nem se esforça em ter, pois convenhamos, não é do interesse dessas pessoas irem até lá para ouvir algum estudo científico, querem mesmo é fugir um pouco da rotina do trabalho, dar algumas risadas, ter algumas histórias para compartilhar e fazer uma ou outra reflexão, que irão durar no máximo por alguns dias.
    Resumindo, é pouco estudo e muito teatro. As pessoas fingem que aprendem, os palestrantes fingem que ensinam, e todo mundo volta para casa feliz.
    Elogios? Sim, a oratória desses profissionais são fora de sério, no mais….
    Abraços

  3. Prezado Karlo,
    Entendo que os autores de autoajuda estão errados sim, porque transformam casos isolados em regras – e embalam este engano para presente, na forma de livros.
    Quando eu disse que não gênio, não incluí-me (nem aos leitores) automaticamente na classe dos burros, já que há uma enorme distância entre dois conceitos tão opostos. Transformar conceitos antagônicos em dicotomias costuma funcionar, mas não aqui.
    A mensagem de Dale Carnegie está um pouco atrasada. Se você realmente é amigo de alguém, tem a obrigação de criticá-lo, quando necessário, para que ele possa corrigir suas imperfeições. Deixar de fazê-lo e permitir que seu amigo persista em seus erros é cretinice. E são as pessoas que se queixam que movem o mundo.
    Além disso, o que você está fazendo aqui não é uma crítica? Ou a dica do Dale Carnegie só serve para os outros?
    Atenciosamente, Rodolfo.

  4. Saudaçoes Rodolfo…
    Parabéns pelas colocações de alto nível. Concordo com você mas quando me refiro a críticas, eram destrutivas.o DALE TALVEZ DEVESSE USAR FEEDBACK Tenho certeza do grande profissional que você é e, apenas, fiz referências a sua generalização sobre auto ajuda. Eu, particularmente sempre fundamento as emoções com base em elementos de razão e pesquisas científicas, até pela minha formação de Engenheiro , Físico e Gestor em Recursos Humanos. Estarei sempre acompanhando seus artigos para que, busquemos as semelhanças em nossas idéias e administrando as diferenças de modo a promovermos uma sinergia de crescimento.
    Um grande abraço…

  5. Saudações Diego…
    Você tem total razão quando , em uma palestra, somente se trabalha a emoção. Na realidade,uma palestra sem fundamentação teórica torna-se superficial. O verdadeiro palestrante motivacional costuma aliar razão e emoção para que, assim, possa deixar uma contribuição significativa na sua platéia. Em alguns momentos, pode-se recorrer ao lúdico para que conceitos científicos possam ser melhor compreendidos.
    Atenciosamente, Karlo

  6. Saudações Rodolfo
    Peço-lhe desculpas quando afirmei que você estaria colocando nas entrelinhas a idéia de que se as pessoas não fossem gênios, seriam burras. Foi uma infeliz colocação da minha parte e, certamente, não concordo que dicotomias possam funcionar neste espaço tão privilegiado.
    Reitero que não podemos generalizar que todos os autores de auto ajuda transformem casos isolados em regras. Um exemplo é o livro Atitudes Vencedoras de Carlos Hilsdorf,economista e pós graduado em marketing que, inclusive, nas páginas 255 e 256, faz um comentário sobre desenvolvimento pessoal e profissional muito pertinente a nossa discursão.
    Atenciosamente
    Karlo Sérgio
    Aguardo Feedback

  7. Eu ia ficar quieta nessa discussão inglória (já que ponto de vista cada um tem o seu e todos têm direito a ter uma opinião) mas pô Karlão, pode até discordar, mas não faz merchan seu aqui não… achei feio e deselegante. “Saudações” a todos.

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