autoajuda corporativa

Recentemente a moda da autoajuda vem migrando da esfera pessoal – onde cada um é responsável por seus atos – para escritórios, salas de reunião e sessões de treinamento corporativo.

Empresas começam, agora, a embarcar na onda da autoajuda corporativa – não importam seus tamanhos, nacionalidades ou ramo de atividade.

A principal porta de entrada deste modismo tem sido, até então, os ditos treinamentos motivacionais. São palestras ministradas, geralmente, por alguma celebridade da moda, tratando de capitalizar uma fama tão súbita quanto efêmera.

Pouco entendem sobre vendas, balanços, marketing, planejamento estratégico ou cadeia de suprimentos. Normalmente sua especialidade é nadar, correr, plantar bananeira ou, ainda, treinar alguém para fazer isso.

Mas a empresa transforma-se, temporariamente ao menos, numa claque a aplaudir um personagem recitando um texto que não é seu, sobre um tema que não entende, para uma plateia que não se importa.

Experimentam, assim, uma catarse coletiva, uma euforia momentânea, um deslumbramento passageiro. Tão logo o convidado se vai, o chefe volta a ser um crápula, as vendas continuam caindo e os números seguem no vermelho.

Hipis! e Urras! não mudam o comportamento de uma empresa. Não atenuam conflitos, não tornam as pessoas mais criativas, não desarmam o pessimismo, tampouco escondem insatisfações ou fracassos.

A mensagem que tais episódios passam, no entanto, é que a direção da empresa acredita que seus funcionários são tão ingênuos a ponto de embarcarem nesta fantasia pueril.

Muitos até são. Mas alguns, definitivamente, não caem nesta farsa. E são exatamente estes – com algum senso crítico – que seriam capazes de fazer alguma diferença para a companhia. Desde que fossem tratados com o profissionalismo que merecem.

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