murphy e a autoajuda

Puxa, ele morreu. Que azar...
Puxa, ele morreu. Que azar…

“Se algo pode dar errado, dará”, diz a fatalista Lei de Murphy. A sentença, normalmente proferida depois de um revés, esconde duas outras lições que teimamos em não aprender:

“Se algo não pode dar errado, não dará”. Embora óbvia, a frase lembra que para alguma coisa dar errada é preciso que suas causas estejam a postos, na hora certa. Se não estiverem, tudo correrá bem.

E por qual destas causas – que resultaram no problema – você é diretamente responsável? Qual delas aconteceu por falha sua, ou mesmo negligência? Ora, melhor botar a culpa no Murphy, não é?

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autoajuda e superstição

Durante competições esportivas é comum vermos atletas, até os de ponta, entregarem-se a superstições, simpatias, mandingas e toda sorte de artifícios que possam trazer-lhes alguma vantagem. Ora é a chuteira abençoada, outra o amuleto escondido.

Até nas arquibancadas – ou principalmente nelas – as crenças se repetem com a camisa do time que nunca é lavada, a cueca abençoada ou o amigo pé-frio sempre enxotado.

O que todos convenientemente esquecem, atletas e torcedores, é que a chuteira da sorte também chuta pênalti para fora, o amuleto já perdeu jogo, a camisa fedida já amargou derrotas (assim como a cueca) e o pé-frio já comemorou vitórias.

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facebook: esse prodígio da autoajuda

O Facebook transformou-se num enorme palanque de autoajuda. Pôr-do-sol, arco-íris, crianças brincando e bichinhos fofinhos são os panos de fundo de edificantes mensagens motivacionais.

Vamos dar uma olhadinha em algumas?

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autoajuda financeira

Sob os mais variados disfarces, diferentes veículos e distintas carapuças, sempre há uma armadilha de autoajuda pronta a pegar um desavisado. A mídia, por exemplo, está repleta delas.

Recentemente o caderno de Economia do UOL estampou um bom péssimo exemplo em suas páginas: Como juntar R$ 1 milhão com R$ 360,00 por mês.

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o golfinho benevolente

golfinho bonzinho?
golfinho bonzinho?

Volta e meia aparece na mídia a comovente história do náufrago, salvo da morte por um golfinho que o ajudou a nadar até uma praia próxima. A narração do episódio, sempre enfeitada por emocionados depoimentos dos sobreviventes, reforça a crença de que o golfinho é um animal amigo e bonzinho.

Mas será que é mesmo? Será que não existem golfinhos maus, que afogam os náufragos só por diversão?

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