o queridinho dos atendentes

- Liga pra mim, seu lindo!
– Liga pra mim, seu lindo!

Chega a ser lugar-comum nas conversas as queixas contra as centrais de teleatendimento. Seja de operadoras de telefonia celular ou de tv a cabo, quase todo mundo tem uma reclamação sobre o nível do serviço que recebem. Talvez eu seja uma exceção a esta desagradável regra.

Como bem descreve Dan Ariely em Positivamente Irracional, a saga funciona como um ciclo vicioso: uma pessoa descontente com o atendimento trata o operador com grosseria; este, ficando irritado, passa o mau humor ao próximo cliente, que também se sentirá contrariado e será estúpido em seu próximo contato – e assim por diante.

Inexplicavelmente (ou não), o oposto acontece comigo: costumo ser muito bem atendido e ter (quase) sempre os meus problemas solucionados. Não por milagre, isto parece ter mudado depois que li o livro mencionado acima e entender a dinâmica descrita.

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o cisne negro

Pense nos acontecimentos que mais tiveram impacto na sua vida, que mais lhe marcaram e mudaram os rumos da sua história particular – para melhor ou para pior. Uma promoção (ou demissão) no trabalho, o fim de um relacionamento, a morte de um ente querido.

Agora tente se lembrar se você tinha algum controle sobre estes eventos. Provavelmente foram episódios repentinos e que lhe pegaram desprevenido, certo?

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autoajuda corporativa

Recentemente a moda da autoajuda vem migrando da esfera pessoal – onde cada um é responsável por seus atos – para escritórios, salas de reunião e sessões de treinamento corporativo.

Empresas começam, agora, a embarcar na onda da autoajuda corporativa – não importam seus tamanhos, nacionalidades ou ramo de atividade.

A principal porta de entrada deste modismo tem sido, até então, os ditos treinamentos motivacionais. São palestras ministradas, geralmente, por alguma celebridade da moda, tratando de capitalizar uma fama tão súbita quanto efêmera.

Pouco entendem sobre vendas, balanços, marketing, planejamento estratégico ou cadeia de suprimentos. Normalmente sua especialidade é nadar, correr, plantar bananeira ou, ainda, treinar alguém para fazer isso.

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criatividade e autoajuda

Muitos autores já mostraram que uma dose de fracasso é um componente necessário à construção do sucesso – desde que você consiga aprender com seus erros, é claro.

Em Adapt, Tim Harford lembra que o erro é parte integrante do processo de tentativa e erro. Já em Mindset, Carol Dweck sugere que a forma como você lida com seus fracassos é fundamental para o crescimento pessoal e profissional.

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sonhos que ajudam e atrapalham

Mesmo os que não gostam de autoajuda concordam que nesta corrente de pensamento há, ao menos, uma saudável dose de otimismo. Tendo a concordar com isto, desde que o otimismo não se transforme numa histeria coletiva, em que todo mundo acha que vai realizar seus mais selvagens sonhos.

Sonhos podem ser poderosas ferramentas motivacionais, ao colocar um objetivo à nossa frente para nos dar ânimo para seguir adiante.

Seja um carro novo, um emprego melhor ou uma casa maior, ter uma meta significa quantificar seus desejos e determinar um norte para seus esforços. Mas seus sonhos precisam, ainda assim, ter uma boa dose de realidade.

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