dívidas e autoestima

DívidasPeço desculpas antecipadas pela esdrúxula escolha da foto ao lado, mas ela ilustra a matéria que será comentada a seguir e, de certa forma, já antecipa a trapalhada que está por vir.

A pisada na bola vem da Superinteressante, mais precisamente do artigo Dívidas aumentam a autoestima. Um título destes num país que vive uma desenfreada farra de crédito é, no mínimo, irresponsável. Além, é claro, do fato de estar bastante equivocado.

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autoajuda e superstição

Durante competições esportivas é comum vermos atletas, até os de ponta, entregarem-se a superstições, simpatias, mandingas e toda sorte de artifícios que possam trazer-lhes alguma vantagem. Ora é a chuteira abençoada, outra o amuleto escondido.

Até nas arquibancadas – ou principalmente nelas – as crenças se repetem com a camisa do time que nunca é lavada, a cueca abençoada ou o amigo pé-frio sempre enxotado.

O que todos convenientemente esquecem, atletas e torcedores, é que a chuteira da sorte também chuta pênalti para fora, o amuleto já perdeu jogo, a camisa fedida já amargou derrotas (assim como a cueca) e o pé-frio já comemorou vitórias.

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regressão à média

Uma das minhas grandes críticas à autoajuda é o fato de os livros fazerem elogios desmedidos ao leitor, sem que o autor jamais tenha visto quem é que compra o livro. Embora estes elogios sejam vazios e desprovidos de qualquer significado, há alguns argumentos em defesa desta prática.

Um deles diz respeito à sua capacidade de motivar as pessoas e fazer com que elas busquem seus objetivos com maior afinco. O tema já foi exaustivamente estudado em alguns dos mais importantes Experimentos em Psicologia* já realizados.

Skinner, por exemplo, explora o reforço positivo (elogios e recompensas) no condicionamento do comportamento.

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