dívidas e autoestima

DívidasPeço desculpas antecipadas pela esdrúxula escolha da foto ao lado, mas ela ilustra a matéria que será comentada a seguir e, de certa forma, já antecipa a trapalhada que está por vir.

A pisada na bola vem da Superinteressante, mais precisamente do artigo Dívidas aumentam a autoestima. Um título destes num país que vive uma desenfreada farra de crédito é, no mínimo, irresponsável. Além, é claro, do fato de estar bastante equivocado.

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Pai rico, Pai pobre, Pai caloteiro

Caráter não é opcional
Caráter não é opcional

Sempre fiz questão de reconhecer aqui que alguns livros de autoajuda podem ter certa utilidade. Seja por um ou outro conselho valioso, ou mesmo por dar uma injeção de ânimo em alguma alma combalida.

Mas há outros que têm efeito contrário, isto é, empurram a pessoa ainda mais para baixo. Às vezes sem que ela se dê conta disso.

Recentemente tivemos um exemplo emblemático desta segunda categoria: o autor de um livro de autoajuda financeira faliu, mesmo depois de vender milhões de cópias, tanto de seu título original, quanto de suas derivações oportunistas.

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autoajuda corporativa

Recentemente a moda da autoajuda vem migrando da esfera pessoal – onde cada um é responsável por seus atos – para escritórios, salas de reunião e sessões de treinamento corporativo.

Empresas começam, agora, a embarcar na onda da autoajuda corporativa – não importam seus tamanhos, nacionalidades ou ramo de atividade.

A principal porta de entrada deste modismo tem sido, até então, os ditos treinamentos motivacionais. São palestras ministradas, geralmente, por alguma celebridade da moda, tratando de capitalizar uma fama tão súbita quanto efêmera.

Pouco entendem sobre vendas, balanços, marketing, planejamento estratégico ou cadeia de suprimentos. Normalmente sua especialidade é nadar, correr, plantar bananeira ou, ainda, treinar alguém para fazer isso.

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autoajuda financeira

Sob os mais variados disfarces, diferentes veículos e distintas carapuças, sempre há uma armadilha de autoajuda pronta a pegar um desavisado. A mídia, por exemplo, está repleta delas.

Recentemente o caderno de Economia do UOL estampou um bom péssimo exemplo em suas páginas: Como juntar R$ 1 milhão com R$ 360,00 por mês.

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