As “Leis” da autoajuda

LeisAutores de autoajuda são pródigos em criar “Leis”. São as 7 Leis da Felicidade, as 21 Leis do Universo, as 417 Leis da Vida Serena, as 36.894 Leis da Mandala ou as 644.781 Leis da Água Borbulhante.

Independentemente da quantidade de artigos, cada charlatão vende sua própria contagem de regras, tão vazias quanto incoerentes.

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dívidas e autoestima

DívidasPeço desculpas antecipadas pela esdrúxula escolha da foto ao lado, mas ela ilustra a matéria que será comentada a seguir e, de certa forma, já antecipa a trapalhada que está por vir.

A pisada na bola vem da Superinteressante, mais precisamente do artigo Dívidas aumentam a autoestima. Um título destes num país que vive uma desenfreada farra de crédito é, no mínimo, irresponsável. Além, é claro, do fato de estar bastante equivocado.

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10% do cérebro = 100% falácia

Um mito sem limites
Um mito sem limites

Se você assistiu Sem Limites também deve ter ficado impressionado com a estória do fracassado escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) que, ao tomar uma pílula quase mágica, transforma-se num mago do mercado financeiro, don juan infalível e exímio lutador, dentre outras coisas.

O filme – bacaninha, por sinal – apoia-se numa das mais difundidas falácias sobre o cérebro humano: a de que usamos apenas 10% do seu potencial.

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autoajuda e superstição

Durante competições esportivas é comum vermos atletas, até os de ponta, entregarem-se a superstições, simpatias, mandingas e toda sorte de artifícios que possam trazer-lhes alguma vantagem. Ora é a chuteira abençoada, outra o amuleto escondido.

Até nas arquibancadas – ou principalmente nelas – as crenças se repetem com a camisa do time que nunca é lavada, a cueca abençoada ou o amigo pé-frio sempre enxotado.

O que todos convenientemente esquecem, atletas e torcedores, é que a chuteira da sorte também chuta pênalti para fora, o amuleto já perdeu jogo, a camisa fedida já amargou derrotas (assim como a cueca) e o pé-frio já comemorou vitórias.

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regressão à média

Uma das minhas grandes críticas à autoajuda é o fato de os livros fazerem elogios desmedidos ao leitor, sem que o autor jamais tenha visto quem é que compra o livro. Embora estes elogios sejam vazios e desprovidos de qualquer significado, há alguns argumentos em defesa desta prática.

Um deles diz respeito à sua capacidade de motivar as pessoas e fazer com que elas busquem seus objetivos com maior afinco. O tema já foi exaustivamente estudado em alguns dos mais importantes Experimentos em Psicologia* já realizados.

Skinner, por exemplo, explora o reforço positivo (elogios e recompensas) no condicionamento do comportamento.

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