As “Leis” da autoajuda

LeisAutores de autoajuda são pródigos em criar “Leis”. São as 7 Leis da Felicidade, as 21 Leis do Universo, as 417 Leis da Vida Serena, as 36.894 Leis da Mandala ou as 644.781 Leis da Água Borbulhante.

Independentemente da quantidade de artigos, cada charlatão vende sua própria contagem de regras, tão vazias quanto incoerentes.

Continue lendo “As “Leis” da autoajuda”

murphy e a autoajuda

Puxa, ele morreu. Que azar...
Puxa, ele morreu. Que azar…

“Se algo pode dar errado, dará”, diz a fatalista Lei de Murphy. A sentença, normalmente proferida depois de um revés, esconde duas outras lições que teimamos em não aprender:

“Se algo não pode dar errado, não dará”. Embora óbvia, a frase lembra que para alguma coisa dar errada é preciso que suas causas estejam a postos, na hora certa. Se não estiverem, tudo correrá bem.

E por qual destas causas – que resultaram no problema – você é diretamente responsável? Qual delas aconteceu por falha sua, ou mesmo negligência? Ora, melhor botar a culpa no Murphy, não é?

Continue lendo “murphy e a autoajuda”

a falácia da validação pessoal

- Eu sou aquele ali, olha.
– Eu sou aquele ali, olha.

Você está numa sala de aula participando de um projeto sobre ferramentas de avaliação de personalidade. Acabou de preencher um questionário, avaliando até que ponto concorda com frases do tipo: “você tem necessidade que as pessoas gostem de você e admirem-no” e “você tende a ser muito crítico consigo mesmo”.

Neste momento, recebe o resultado da avaliação que traça o seu perfil psicológico e fica particularmente satisfeito em ler coisas do tipo:

Continue lendo “a falácia da validação pessoal”

o cisne negro

Pense nos acontecimentos que mais tiveram impacto na sua vida, que mais lhe marcaram e mudaram os rumos da sua história particular – para melhor ou para pior. Uma promoção (ou demissão) no trabalho, o fim de um relacionamento, a morte de um ente querido.

Agora tente se lembrar se você tinha algum controle sobre estes eventos. Provavelmente foram episódios repentinos e que lhe pegaram desprevenido, certo?

Continue lendo “o cisne negro”

autoajuda e superstição

Durante competições esportivas é comum vermos atletas, até os de ponta, entregarem-se a superstições, simpatias, mandingas e toda sorte de artifícios que possam trazer-lhes alguma vantagem. Ora é a chuteira abençoada, outra o amuleto escondido.

Até nas arquibancadas – ou principalmente nelas – as crenças se repetem com a camisa do time que nunca é lavada, a cueca abençoada ou o amigo pé-frio sempre enxotado.

O que todos convenientemente esquecem, atletas e torcedores, é que a chuteira da sorte também chuta pênalti para fora, o amuleto já perdeu jogo, a camisa fedida já amargou derrotas (assim como a cueca) e o pé-frio já comemorou vitórias.

Continue lendo “autoajuda e superstição”

o golfinho benevolente

golfinho bonzinho?
golfinho bonzinho?

Volta e meia aparece na mídia a comovente história do náufrago, salvo da morte por um golfinho que o ajudou a nadar até uma praia próxima. A narração do episódio, sempre enfeitada por emocionados depoimentos dos sobreviventes, reforça a crença de que o golfinho é um animal amigo e bonzinho.

Mas será que é mesmo? Será que não existem golfinhos maus, que afogam os náufragos só por diversão?

Continue lendo “o golfinho benevolente”